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56 anos do Banco Central. Um olho nas conquistas e outro no futuro.

Ao chegar aos 56 anos no dia 31 de março de 2021, o Banco Central do Brasil reforça sua importância para a política econômica do país e sua projeção mundial.

Com a maior parte de seu quadro de servidores formado por Analistas, o Banco Central vem desenvolvendo ao longo de sua história um trabalho sério, transparente e idôneo acompanhando a evolução da sociedade e da tecnologia. 

O Banco Central tem uma importância estratégica para a política monetária do país. Desde a criação do Real, há 27 anos, em 1994, o BCB tem sido eficiente na preservação da moeda no longo prazo. É importante lembrar que nos 27 anos anteriores ao Real, o Brasil teve nada menos que 8 mudanças de moeda. 

Hoje, a estabilidade monetária se alia a outros grandes fatores que colocam o Banco Central como uma das autarquias federais mais eficientes do país. Uma delas é a constante atualização tecnológica da instituição. O salto de modernidade das últimas décadas é um desafio a ser superado diariamente. Principalmente porque a evolução tecnológica é muito rápida no sistema financeiro. Por isso, a qualificação dos quadros do Banco Central é tão importante. O BCB tem em seus quadros o segundo maior número de profissionais com doutorado, atrás apenas da Embrapa. Infelizmente, mesmo com todas as exigências do mercado, a qualificação do quadro de servidores não vem sendo tratada com a devida importância nos últimos anos. 

Mesmo assim, o Banco Central do Brasil, por meio de seus Analistas, vem realizando grandes inovações. Em novembro de 2020, foi lançado o PIX, novo meio de pagamento instantâneo que está trazendo mais inclusão financeira. Em 2021, o trabalho dos Analistas vai continuar transformando o sistema financeiro. Neste ano, será lançado o Open Banking, um grande projeto que vai permitir o compartilhamento de dados, produtos e serviços por instituições financeiras e outras instituições autorizadas. Tudo de maneira segura e ágil por meio de integração de plataformas e infraestruturas de sistemas de informação.

Ao mesmo tempo, não se desenvolvem inovações sem estudos e pesquisa. Por exemplo, os Analistas do Departamento de Estudos e Pesquisas – DEPEP, são reconhecidos nacional e internacionalmente pelo grande volume de publicações e pela realização de eventos importantes sobre o sistema financeiro.

Todo este trabalho vem sendo reconhecido internacionalmente. Em 2018, Ilan Goldfajn, e em 2020, Roberto Campos Neto, foram eleitos “Presidente de Banco Central do Ano” pela revista The Banker, editada pelo Financial Times e considerada a mais importante publicação do mundo sobre o setor bancário.  

O Banco Central é uma instituição forte e a serviço do Brasil. Mas a sua autonomia e integridade serão desafiadas pela PEC 32/20. Uma das principais questões da PEC 32 é abrir espaço para que profissionais não concursados ou concursados de outras instituições possam fazer parte dos quadros do BCB, inclusive em posições de chefia. Isso abre espaço para critérios políticos na condução do Banco Central, trazendo instabilidade para o cumprimento da sua missão institucional. 

Outro ponto sensível – e uma causa importante dos Analistas reivindicada desde o movimento da Emenda 51 – é a troca do nome do cargo de Analistas para Auditores. Uma justa equiparação de nomenclatura com outros cargos de mesma importância.

A PEC 32 é uma ameaça real ao futuro do Banco Central. E a ANBCB – Associação dos Analistas do Banco Central – está aberta ao diálogo para construir soluções e assegurar a integridade e a autonomia necessárias para o cumprimento das funções da instituição.  Há 2 anos, a ANBCB nasceu porque acredita no futuro do Banco Central e do Brasil. E quer ajudar a fortalecer o BCB e o sistema econômico-financeiro brasileiro. Acreditamos que a celebração da fundação do Banco Central é, acima de tudo, uma oportunidade para refletir, dialogar e agir. Com as ações do presente, construiremos o Banco Central do futuro.  

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